Visita à CASACOR Santa Catarina - Florianópolis 2025: Um olhar de designer de interiores
- Carolina Volkmann
- 24 de out. de 2025
- 2 min de leitura

Na última semana, a designer de interiores Carolina Volkmann visitou a mostra CASACOR Santa Catarina - Florianópolis 2025, à convite da empresa Carol Cortinas.
Durante a visita, Carolina foi profundamente impactada pelos detalhes de projeto, materiais, ambientações e conceitos apresentados — experiências que ela registrou e transformou em reflexões sobre o futuro do design de interiores. A seguir, ela compartilha seu olhar: o que chamou sua atenção, o que a inspirou e o que profissionais e apreciadores podem extrair dessa edição da mostra.

O edifício que abriga a mostra tem uma história marcante: foi a antiga gráfica da NSC, onde jornais eram impressos por décadas. Essa “alma do lugar” aparece em diversos projetos que dialogam com memória, materialidade e identidade do espaço.
O evento reúne 29 ambientes assinados por 57 profissionais de diferentes cidades de Santa Catarina, além de nomes do Rio Grande do Sul e de São Paulo. O tema nacional da CASACOR 2025, “Semear Sonhos”, em Florianópolis ganhou uma interpretação especialmente sensível: “cultivar”, “acolher” e “transformar”.
A mostra permanece aberta ao público até 9 de novembro de 2025, no endereço Av. Governador Ivo Silveira, 3811, Capoeiras, Florianópolis-SC.

Em muitos ambientes, os materiais naturais — madeira, pedra e vegetação — ganharam protagonismo. Um dos destaques foi o ambiente “Colheita de Presença”, assinado pela arquiteta Nicole Oliveira, no qual o teto curvo em MDF Nogueira Rubi remete ao interior de barricas de vinho.
Outro ponto observado por Carolina foi o uso de divisórias em muxarabi, que permitem a passagem de luz e ventilação, promovendo leveza e transparência nos interiores. As paletas de cores sofisticadas, com
tons de marrom-avermelhado, verde e marsala, mostraram a importância de se pensar além do previsível “bege e branco”.
O antigo parque gráfico inspirou projetos que resgataram a memória e a história do edifício. No ambiente “Casa Retrato”, do arquiteto Gabriel Bordin, por exemplo, páginas de jornais foram aplicadas nas paredes, criando um diálogo direto com o passado do prédio.

Para Carolina, essa relação entre o espaço e sua história torna o design mais autêntico. A ideia de “semear sonhos” aparece como metáfora para crescer, amadurecer e cuidar — não apenas decorar. Como destacou Nicole Oliveira, “a semente está presente como símbolo, mas também como processo… semear sonhos aqui significa cultivar um espaço que permita presença, acolhimento e amadurecimento”.

A visita inspirou várias reflexões que Carolina pretende levar para seus futuros projetos:
Material + história: valorizar materiais que tragam memória, textura e sensação tátil.
Narrativa de design: compreender o que o espaço quer comunicar — acolhimento, convivência, pausa ou reconexão.
Experiência primeiro: priorizar a vivência — luz, ventilação, movimento — antes da decoração.
Cores com coragem: aplicar tons marcantes com propósito e equilíbrio.
Contexto local: respeitar a história, a arquitetura e a localização de cada projeto, criando diálogo entre o novo e o existente.







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